sábado, 8 de junho de 2013

Terra Molhada – 13/12/2009 - Cordel



Por: Renato Varteresian Patriota


Na entranha da mata
Voa a passarada
A natureza emana energia
O coração pulsa em disparada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


A sabedoria traz conhecimentos
Os guardiões têm a morada
O ensinamento em comunhão
 Igual ao amor da amada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


De baixo da linha do Equador
Chega a nortada
No Acre e na Amazônia
Vem a chuva e a toada
Algo me aguça
É cheiro de Terra Molhada


A natureza sagaz
Esconde-se em mata fechada
Sodalícios veneram em Volúpia
A floresta abençoada
Algo me aguça
É cheiro de Terra molhada


Na caravana ambientalista
Desbravadores na cruzada
De encontro com as águas
É caraxuré, caratinga e carandá
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada




Rios, cascatas e cachoeiras
É a porta de entrada
Pedra, morro e penhasco
É cheia de escalada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


Carapeba, carapau e guarujuba
Nasce a piracema e florada
No riachão próximo a trilha
Índios na aguilhada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


Há cegueira dos que destrói
A natureza não recua aguilhoada
É reza brava e proteção
Para o sentinela e alabarda
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada





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