Por: Renato Varteresian Patriota
Voa a passarada
A natureza emana energia
O coração pulsa em disparada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada
A sabedoria traz conhecimentos
Os guardiões têm a morada
O ensinamento em comunhão
Igual ao amor da amada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada
De baixo da linha do Equador
Chega a nortada
No Acre e na Amazônia
Vem a chuva e a toada
Algo me aguça
É cheiro de Terra Molhada
A natureza sagaz
Esconde-se em mata fechada
Sodalícios veneram em Volúpia
A floresta abençoada
Algo me aguça
É cheiro de Terra molhada
Na caravana ambientalista
Desbravadores na cruzada
De encontro com as águas
É caraxuré, caratinga e
carandá
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada
Rios, cascatas e cachoeiras
É a porta de entrada
Pedra, morro e penhasco
É cheia de escalada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada
Carapeba, carapau e guarujuba
Nasce a piracema e florada
No riachão próximo a trilha
Índios na aguilhada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada
Há cegueira dos que destrói
A natureza não recua
aguilhoada
É reza brava e proteção
Para o sentinela e alabarda
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


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