terça-feira, 4 de junho de 2013

O Opróbrio de Lídia Marques Álvares Albuquerque



Por: Renato Varteresian Patriota




30/04/2010
 



O nosso amor é como sangue e navalha
Sempre se ferindo
Saciando com palavras
De ódio e rancor

Vivemos intensamente
Não soubemos dosar
E dizer que já acabou

O bom fruto desta historia
Você comeu
E no lugar nada se plantou
Chorar para que?!
Se o amor que você falou
Não foi semeado, não demonstrou calor

A resma de alvura escrita
O fogo já fez cinza
E todo passado resignado se foi
Vivo a opulência da matéria

Tudo pode acontecer
Tudo passa
As feridas se cicatrizam
E o que rege nossos caminhos
É o desejo e destino
É plantar a nova
Semente da paixão

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