Por: Renato Varteresesian Patriota
06/07/2009
Desce na penumbra lúgubre
Da rua dos Ferroviários
Um corpo efêmero eminente
Desgovernado, voraz como calcário
Roupas de curteza recalcitrante
Cobrem seu desnú delgado
Cruciante de entojo, alucinógeno embriagado
Ao maçarico que se esposteja
Seu estigma desvairado!
Eloquente suicida estafante
És pranto não cultivável, o esgazeado assustado.
O abscesso és a dejeção, abrupto anestesiado
Ruminando ranger dos dentes
Cobertor deleite asfalto crú
No frio cutelo ásperos, estridente minguado
E se carrega para os espasmos da cruz

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