quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pedra ametista (Ao amor)





28.11.2013



É saudade muita de ti
Algo que impulsiona o coração
Dos sonhos trouxe você
Para prosperar em ação
O sentimento que conquistou.
Aquela estrela ninguém te tirou
É Anthares iluminando em oração


Aquela separação tão repentina
Ficou um vazio imaginário
Seu sorriso lembranças da alegria
Trazendo bons fluidos como rio
Amor você é joia rara
Linda me perco nesse Saara
Quero zelar além deste estio.


Sonho quando a cortina se abre
Sua áurea de imagem mansa
Por atrás da cachoeira de Carrancas
Jogando pétalas formando trança
Em cima do cavalo branco
Vestido longo que lindo encanto
Eterno longínquo ninguém nos alcança




Menina doce linda mulher
Não há barreiras lhe dizer
Você me faz falta
Quero ofertar e colher
O bom fruto desta historia
Fazer muito notória
O sentimento transparecer



O amor não está longe
Mas quero lhe conquistar
Trazer você perto de mim
Sou a locomotiva a nunca parar
Adoro a fauna e a flora
Vejo sempre toda hora
Quero esse exemplo para lhe contemplar





quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O giro



 14.08.2009


O gira que faz desfilar
Na dança envolvente que seduz
Nos braços do mundo há chama
Força energia que traz luz

O gira roda a girândola que a pouco descansa
Acorda pétalas de petúnia que me conduz
Na linha embaraçada da dança
São os passos de charme que reluz

O gira deixa o girar
A roda rendada da Baiana rodopiar
No compasso da dança
A cintilação do sapateio vai deslumbrar

O gira as rodas dos carros
Locomove os transeuntes no dia-a-dia conquistar
No tropico terrestre
És nosso pai grande ofertando seu orar reinar

O gira roda moinho, Nas águas do paradisíaco
Banha o corpo juvenil pele de atriz
A juventude pré matura cresce
Se insinua aos gestos exuberantes de uma meretriz

O gira cata-vento
Traz eletricidade e reproduz
O vento provedor energe-se
Abastece as urbes nas linhas elétricas que a conduz

O gira ciclone redemoinho
A maré turvo enlouquece
A chuva se desloca rumo norte
O sertão reza oferta em prece

O gira roda dos namoros
Amassos, beijos de amor a sois
Prazeres corpo carnal alicia pecado
Na protuberância corpanzil paixão a dois

O gira do canto de louvor Iemanjá pai Xangô
És orixás trabalhando passes de fervor
Iansã no céu desce
Ilumina as mentes, limpando violência reflexos de terror

O gira roda dos sarais em poesia a cordel de ouro
És o ciclo que irmana eterno
As gerações futuras germinam frutos
Aguçando seu trono de sucesso


O gira do tornado
És os olhos de temor!
As nuvens , o sol abrem! De alivio
Trazem alvorada sincronizados no céu azul arrebatador


Os seus olhos são de penitência



 05.10.2010

Os seus olhos são de penitência,



Lança - me todo o horror

Invade como agua do pacífico,

Embebeda-me como o vinho

Suga alma com seu terror,

Você chega na  leve brisa ,

O alvoroço de um tornado se forma,

O que era fortaleza enfraquecida

Está forte os sentinelas em seu fevor



Os seus olhos são de penitência,

Lança penitência

No Umbral você se foi


“Mar sacode areia, o coração despertar”



12/10/2009 – Por Renato Varteresian Patriota




És na ladeira rumo ao Tucuruvi

Subo até o topo da concepção

Ali almejo um recado para o destino

Mande-me noticias trazendo paixão



Vago no trem

Me sentido menino

Olhando o horizonte

 Fazendo-me sorrindo



Transeuntes galopando, o sonho alado

 Corre! Não deixe a cornucópia passar

Pois esse trem é um navio que está a desancorar

 Entre se refresque, na volúpia leito a beira- mar



Acordo ao toque do sinal, Anhangabaú!

A porta se abre, desço e sem esperar

Vejo a morena no estalo do reflexo

Saia rodada de laços azuis a sambar



Um dia de sol e um horizonte belo

A poesia vem a me inspirar

És que acende o flamejar ardo

Um sentimento faz o coração pulsar