segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

"Laminado"

 Objetos no canto das ruas
metálicos refletem a poça de agua
A torre elétrica confundem
Ao som da cigarra

A cidade adentro a mata
A mata adentro a cidade

Guiando pelo frescor a face
Todas suas passagens
Já conhecia, pois sua
jornada.....atormentaria



 


Repetidamente horas futuras
Seu passado trazia o que passou
Seu presente o relógio
Run e Vodka sem parar, sem parar
Porque o mundo tanto em corrói!?!?
Tanto me ama e me destrói?

Em cima do mirante o condor
Ao toque leve,a pluma a visão
No curto perímetro, abismo ásperos
sensação de voar se perdia o chão
E não poderia mas voltar.....mas voltar
sonhando aqui de cima
Não estou morrendo
Não estou morrendo
Não estou morrendo

Neurônios se diz alimentados
De tanto brigar, de tanto amar
Neurônios se diz alimentados
De tanto falar, de tanto sangrar


A cidade adentro a mata
A mata adentro a cidade

Um quarto de papel laminado....lá fora

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Oculares

28.11.2014



Vidas ditas estão

Vidas você é tão quão

Uns que são

Há vidas de paixões?!





No âmago destino

Pela cidade ao arredor

O olor da massa frenesi

O vento traz a chuva tempestuosa

Molhando sinuosas curvas,

no tecido de cetim






O pingo d’água escorre

Caindo ao canto da boca.

Mexendo com libido

Fazendo adoração






Vidas ditas estão

Vidas você é tão são

Uns que são

Há vidas de paixões?!



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Exequível Talismã

01/10/2014


Dogmas,religiões do século do mal
O jogo do poder sionismo europeu
Crianças putrefatas dando as mãos
Anuncia mais um jornalista que morreu.


 



Bombas refletem medo e dor
Nos olhos fermentado agonia
A humanidade tem que mudar
Trazendo paz e harmonia
Se há um mundo em chamas!?
São os canalhas bestas feras.
Que fazem tristeza em sinfonia.



O Alcorão sangrento, fé e violência
O manicômio de loucos totalitários
Vitimas do próprio veneno

És reles vil laços sanguinários!?
Jovens fanatizados ideologicamente
A política, religião faz ser crente?!
Islamistas, Al-Qaeda e EIIL partidários


Mulheres  tratadas como lixos
Sem alguma alternativa
Doutrinam a burca como rebanho
A  pele pálida sem vida
Maomé um deficiente em massa
Sua regra deturpada passa
Pois terão voz ativa 





Negro repulsa todo ódio
Da Europa sionista vs islã
Vencedores e vencidos de guerra
A navalha corta o pedaço de lã
Do filho querido órfão
Perdido nas cruzadas armada.
A dança das ninfas da flauta de pã



Mascaras rasgam as simetrias
Dos destroços do prédio
Lobos nas frestas almejam
Um alvo daquele trapézio

Whisky,champanhe e vinho
Basilicata dentro do  ninho
Era apenas, o sonho do remédio

 




Ao alvorecer toda fotografia
Faz a angustia dizimar
Aflição empunha lenço branco
Esse martírio vai terminar
Temperes suavizara vida
Reconstruir ou esta de partida?!
Ainda quero vê o lindo mar

 

Vê reluzente a primavera boreal
Nasce o solstício de verano
Dês o hemisfério norte e sul
Se encontram maestro soberano
Esperanças constituída com respeito
Uma pátria estufa o peito
Diz! liberdade sou deste oceano







segunda-feira, 7 de abril de 2014

Duas rodas

07.04.2014


A tensão das veias arranca

Com uma agulha q costura

Na cidade 180km por hora

Subidas esburacada dura

Adrenalina,ruas e emoção.

O transito pulsa acelaração
 

Terra batida quem segura?!


 

O meu endereço é milhas

lugares em filme kodak

Eu mais um andarilho

Traçado em auto card

Fim da tarde revoada

Ao Longe cidade povoada

Segue ao ar seco que arde


 

Cai os goles de chuva

A frente, lindo horizonte

Ao  estilo easy rider

Passando abismo e ponte

Ao fim desta lama

O alivio, coração acalma



Ao vê flor de lótus ao monte



terça-feira, 1 de abril de 2014

Desregramento dos sentidos


02/04/2014


Dissipado a energia canalizada

O vácuo ecoa o ruído

rua, esquina cheia de vingança
 

O carrasco compulsa proibido

Mansão o aborto do holocausto
 

Vultos a imagem de Fausto

Vozes de tristeza doido

 


Vitimas da clemencia

Experimentos alucinados

Loucura traz o sentir
 

Fulguras dos maculados

No ventre das sem almas

Pútrido queimando em chamas

Estão todos ejaculados




Expansão está ali e aqui

Portas, espelhos ocultos

Reflete o cobre da pia

O ambiente cheio de sustos

Quanto mais se descobria

Um dia menos que sobrevivia

Nesse terror dos surtos





O vento entrando na janela


O candelabro e retratos se movia


Uma força além de inerente 


Propagava noite e dia


A morfina não dava efeito


Ultrapassava, antagônico defeito 


A bolha casa lhe prendia




Vagando a luz do castiçal

Não era elfos e faunos

Nem a ilha de Alcatraz

Se abduzisse pelos UFOS

O pragmático era a tara

Da distorção de uma guitarra

Na mente em seus diurnos

 

 






sábado, 8 de fevereiro de 2014

Equilátero global



08.02.2014


A sua velhice não serve mais
Trocou-me por um corpo novo
A minha carne é a mesma
Não estou no bico do corvo
Tudo vira cinza sem elixir
Ostentação e o existir
A voz amordaçada com ovo



Papel crochê tecido de cetim
Numa vitrine qualquer
Sinuosas  lindas curvas
Um manequim  índia mulher
Estou  degustando com café
Na Avenida  Ricardo Jafet
Segurando a fecha do paiter



O amor é palhaço de fantoche
Ela leva tudo de jogada
Vê ouro em sua prótese dentária
Paga  caixa de viagra estragada
Finge os olhos sem emoção
Cai de boca no cartão
Sua alma esta afogada




Um homem desiludido
O amor sugou as suas notas
És seu bordel particular
Suas bonecas hiper-realistas
O sexo alimenta a imaginação
Os corpos delgados da razão
John Cage reflexos surrealistas





A vida carnal se indo....
A festa  da  fertilidade
O sexo  presta para um plástico
Da vida ilusões da prosperidade
Que no amanhã vira milhões
Se seduzindo aos bilhões
São os desfeitos dessa humanidade

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Subcutâneo



 23.01.2014

Na esquizofrenia elétrica
A vida inclina e beira
O sol nasce e se põe
Andei tanto nessa poeira
Passei por ali descalço
Na estrada seu passo
Pés no carvão craveira!!


  
Arapongas voando o horizonte
Avistando os pomares
Cheio de farto frutos
É nítido em seus olhares   
A fartura é extrema
Abundância sem dilema
A riqueza em valores  

Mergulhei no extenso magma
Eu era um vulcão
Minha carne tornou cinza
A alma presa no paredão
Ressurge como a fênix
Gosto estranho de anis
Tudo eloquente sem chão

Os tubos me torciam
Dilaceravam minha carne
Rasgando, furo na pele.
Varias cores me parece
A dose estendia a ele
Psicodélico do subconsciente
Perdi ali meu consciente
Que atroz era aquele?


Estava meditando no chão
Ali nascia uma arvore
Envolta o canto dos índios
Celebre o nascer do ire rê
Pulsa as batidas do coração
O tambor abriu a percepção
Fincando audaz célere


Num retrato senil
Vi mamãe na pintura
Tão jovial e formosa
Em torno da escultura
Caia como folha morta
Via essa coisa torta
Cadê o fim da loucura?!



Sua biografia retrograda 
Nas linhas da antropologia
Vivendo contos de Matim page
Você era apenas mais um
Se tornando vintage
Nesse túnel há saída
Nunca era a despedida
Dos delírios de erige



 Seu  eu lhe  falava
Valorize a família
Eles querem seu bem
Pois a fé jamais cairia
Plantando a semente do bem
Eleva-se além o zen
A voz sempre lhe dizia