terça-feira, 1 de abril de 2014

Desregramento dos sentidos


02/04/2014


Dissipado a energia canalizada

O vácuo ecoa o ruído

rua, esquina cheia de vingança
 

O carrasco compulsa proibido

Mansão o aborto do holocausto
 

Vultos a imagem de Fausto

Vozes de tristeza doido

 


Vitimas da clemencia

Experimentos alucinados

Loucura traz o sentir
 

Fulguras dos maculados

No ventre das sem almas

Pútrido queimando em chamas

Estão todos ejaculados




Expansão está ali e aqui

Portas, espelhos ocultos

Reflete o cobre da pia

O ambiente cheio de sustos

Quanto mais se descobria

Um dia menos que sobrevivia

Nesse terror dos surtos





O vento entrando na janela


O candelabro e retratos se movia


Uma força além de inerente 


Propagava noite e dia


A morfina não dava efeito


Ultrapassava, antagônico defeito 


A bolha casa lhe prendia




Vagando a luz do castiçal

Não era elfos e faunos

Nem a ilha de Alcatraz

Se abduzisse pelos UFOS

O pragmático era a tara

Da distorção de uma guitarra

Na mente em seus diurnos

 

 






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