terça-feira, 18 de junho de 2013

Desprovidos de atos da farsa - 18/06/2013 - 23:19



O povo em fim acordou
Entre protestos em uma só voz
Revolução está aclamada
Um ato de cidadania atroz
Aqui o teatro  dos corruptos
Cai o mundo mágico de Oz




Mas cuidado com esses atos
Oportunista  na política querem usar
Recrutando as  pessoas
Para se aproveitar e manipular
Como massa de manobra
Para fazer e se intitular






Movimento do Passe Livre
Neofundamentalista do libertarismo?!
A forma de progressista
O mundo que ser o algarismo
As mídias se aproveitam
Ninguém quer malabarismo



Pós reacionários que fácil
Aparecer por  meios da mídia
Passa uma imagem moderninha
Ser dita claro como o dia
Ninguém que ser escravo
Desse lenga-lenga e melancolia


Movimento "passe livre"
Financiado por um criminoso
Internacional George Soros
Se diz o todo poderoso
O povo é mais esperto
Ninguém aqui é mentiroso


A organização do Avaaz
Agem em causas internacionais
Usando mascara e farsa
Mobiliza milhões de pessoas
Com petições no mundo
Arrecadam através ONGs
Bancando o terrorismo
Com objetivos ocultos
Dinheiro da pegada carbono
Em contribuições individuais





Não tenho a cara de pau
Desses neoconvertidos
Dizendo ser passe livre
Meus ideais  não são invertidos
E os transeuntes não querem ser
Nem alienados e vendidos

domingo, 16 de junho de 2013

Busco na fé meu envolto Ah! saudades que faz 16/06/2013



Na casa de Dona Maria

O feijão e arroz carreteiro

No fogão a lenha

Feito com amor e tempero

Traz a leve nostalgia

Um estado de alegria por inteiro





Os contos do vovô

Nas rodas de fogueira

Tocando com o violão

A Cantiga mensageira

No formoso luar

Que vista caseira




O chão de terra batida

Quando passa levanta o pó

No sertão é assim

 Grande oh terra querida

Lugar lindo por só

Formando a grande família

Ouvindo o canto do curió





As lembranças  estão vivas

Apertadas dentro do coração

Estar longe meu regresso

 Na linda cidade de Riachão

Estarei sempre por perto

Em enorme  oração

sábado, 8 de junho de 2013

Terra Molhada – 13/12/2009 - Cordel



Por: Renato Varteresian Patriota


Na entranha da mata
Voa a passarada
A natureza emana energia
O coração pulsa em disparada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


A sabedoria traz conhecimentos
Os guardiões têm a morada
O ensinamento em comunhão
 Igual ao amor da amada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


De baixo da linha do Equador
Chega a nortada
No Acre e na Amazônia
Vem a chuva e a toada
Algo me aguça
É cheiro de Terra Molhada


A natureza sagaz
Esconde-se em mata fechada
Sodalícios veneram em Volúpia
A floresta abençoada
Algo me aguça
É cheiro de Terra molhada


Na caravana ambientalista
Desbravadores na cruzada
De encontro com as águas
É caraxuré, caratinga e carandá
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada




Rios, cascatas e cachoeiras
É a porta de entrada
Pedra, morro e penhasco
É cheia de escalada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


Carapeba, carapau e guarujuba
Nasce a piracema e florada
No riachão próximo a trilha
Índios na aguilhada
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada


Há cegueira dos que destrói
A natureza não recua aguilhoada
É reza brava e proteção
Para o sentinela e alabarda
Algo me aguça
É cheiro de terra molhada





quinta-feira, 6 de junho de 2013

Farol

Por Renato Varteresian Patriota

09/06/2009 - 23:00

Ah! Farol
Quando aceso inspira vida
O olhar do noturno das estrelas
Onde navios se guiam em Abrolhos

Através dos marinheiros
Quando sol pula
Da camisa louca
Do acordar, azeite dendê
Lubrifica - me meus olhos
Vê, sente templo
Da ilha das casas vermelhas mercúrio

Ah! Abrolhos abra os olhos!
Para apagar o farol,
Da direção,
Ungindo a vista maré
Que venta as correntes nuvens esculturais
Pousam a galeria arte dos rouxinois

Aurora

Por Renato Varteresian Patriota

25/06/09 - 26/06/09 - 27/06/09

Água que escorre
Da sua boca tremulina
Não é veneno e nem desespero
Sim a esperança

Que ressuscita os lençóis freáticos
Que formam rios adormecidos
Desaguam no meu recinto

Me alimenta de amor e calor
Como filhotes de albatroz
Acariciados nas asas
De sua mãe acolhidos

Que descansa na árvore matriarcal
Imponente exuberância
Do arborescido rijo
Soam flebeis canções de cantos
És mas um lugar do desconhecido
Se esvaindo

A odisseia segue 
Na protuberância de olor
Da palma de suas mãos foscas

Onde nem os nômades se conhecem
Nas cruzadas do destino
Há fulgor no olhar
Fazendo ciclo de vendavais
Virando suspiros !

Iminência

Por Renato Varteresian Patriota

14/07/2009

Garganta pús de enxerto
Ferida caco de penicilina
Dióxido de carbono fumaçada de neblina
Ferida expositiva da rotina

Músculos velhos sustentados de ruína
Desafogam a não alegria
Rostos cansados confete de serpentina!
Aço derretido escanifrado sem euforia
Derrubam ilusório, chega o estampido!

Os holofotes do pinaculo bombam traços a restia
As afeições se modificando, os polens deflagando
A flor beijando o beija-flor alimentando
 A natureza pertinaz ígneo vai clareando
O auspicioso juvial mesclando o eternizando

Prados

Por Renato Varteresian Patriota

20/06/2009

Prados de verão
Floradas da manhã
Do solo glacial escoa a neve!
O Himalaia hiberna no casulo de carapanã

Viajantes santuários
Ínclito a fé na água centrifuga
Os Deltas agradecem
Já és o poder! eterna Deusa Ganga

Prados de Tapovã
Rio Ganges cresce
Nasce a fartura
E se enriquece!

Se põe o sol mármore paros
Os barqueiros engrandece ao cume eminente
Na espreita corta a colméia
O dourado mel consiste floresta, faz estos o repete!

Se faz sertão

 Por Renato Varteresian Patriota

18/06/2009

Homenagem ao meu Bisavô Seu Saturnino Gomes Patriota (cordelista e repentista)



Na escrita papel pautado
Se fez as palavras versos teus
Do carvão tinta água manuscritos seus

Plura recitar lábios castos
Que ecoa subliminar pujança verde cacho
Saturnino Gomes Patriota
Fez veredas a cordel
Foi a marca
Da escrita do seu papel

Com seus versos e contos/prosa
Transmitem feixe de historia
Do boi encantado na Serra da Canastra
O herói nos braços da vitória
Entre as pedras lisas
Repousam o verde rejuvenescido
Na lamparina brilha o cacto 
O sertão a flora ! 

Do olhar encantado
Se fez criança, no gira pião!
Na fogueira de São João
O quentão aquecido
Pimenta as rodas de quadrilha
Que se faz
Oh menino do sertão!

Cântaros

Por Renato Varteresian Patriota

29/08/2009

Homenagem à Serra da Cantareira que eu tanto amo !!!


Cântaros da Cantareira
Guardam fonte e rio
Na selva de araucária
Os bosques fazem o frio

O grito do Bugio
És o elo, filho da mãe mata
O pulmão respira o ar
Vigora essência autocrata

Na pedra grande e engordador
Visão do mundo a fora
A chuva cascata
Em direção a água clara

O homem contempla e rejuvenesce
O voo do gavião que vem do leste
O macaco prego come o fruto
No céu azul celeste

Na Cantareira condiz ao presságio
As rosas devastadas
O tufão já é passado
Erguem -se esperançadas


terça-feira, 4 de junho de 2013

Efêmero

Por: Renato Varteresian Patriota



 01/07/2009


És o pudor altivez
És o sereno do noturno
Se fez a nevoa cadenciada do soturno

És a água refletor de vaga-lumes incandescentes
És o espelho da margem marginal
o sodalício do corso sofrível

Invocando vistoso altruísta
Yansã chora as lágrimas de suplício
O lava roupa beira água glauco sem indolor
És o niilismo regada de nímio

És o entorpecente fétido
Débil de sensório
Alucinante catacumba vomitivo
És o azedume terçã sem sentidos

Eu, ministro da chuva rara
Enxagua a cara cor amarelada
Cai os estrumes dos urubus putrefacto
Nasce o oloroso da flora
O paradisíaco se contagindo

Ópio

Por: Renato Varteresesian Patriota


06/07/2009


Desce na penumbra lúgubre
Da rua dos Ferroviários
Um corpo efêmero eminente
Desgovernado, voraz como calcário

Roupas de curteza recalcitrante
Cobrem seu desnú delgado
Cruciante de entojo, alucinógeno embriagado
Ao maçarico que se esposteja
Seu estigma desvairado!


Eloquente suicida estafante
És pranto não cultivável, o esgazeado assustado.
O abscesso és a dejeção, abrupto anestesiado

Ruminando ranger dos dentes
Cobertor deleite asfalto crú
No frio cutelo ásperos, estridente minguado
E se carrega para os espasmos da cruz

A Ultima prédica



 

Por: Renato Varteresian Patriota




13/03/2010



O mundo está fétido
Corrompido esfera metal
Os seres se gladiando
Ferem se feroz e letal
No palco quem dança?
Em momento magistral?

O vetusto véu negro
Caída na mancha
Todos tem o vezo
De tirar à lança
Desta linda rocha
De paisagem mansa

Eles, os megalópoles
Sem valores e moral
Presos nesta dança
No amanhã experimental
A pedra na vidraça
São fragmentos mental

Transição, giro capital
A felonia a começar
O humano em renovação
O regalo e o transformar
A regência em supremacia
Um novo consolidar.