Por Renato Varteresian Patriota
25/06/09 - 26/06/09 - 27/06/09
Água que escorre
Da sua boca tremulina
Não é veneno e nem desespero
Sim a esperança
Que ressuscita os lençóis freáticos
Que formam rios adormecidos
Desaguam no meu recinto
Me alimenta de amor e calor
Como filhotes de albatroz
Acariciados nas asas
De sua mãe acolhidos
Que descansa na árvore matriarcal
Imponente exuberância
Do arborescido rijo
Soam flebeis canções de cantos
És mas um lugar do desconhecido
Se esvaindo
A odisseia segue
Na protuberância de olor
Da palma de suas mãos foscas
Onde nem os nômades se conhecem
Nas cruzadas do destino
Há fulgor no olhar
Fazendo ciclo de vendavais
Virando suspiros !
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