terça-feira, 4 de junho de 2013

Efêmero

Por: Renato Varteresian Patriota



 01/07/2009


És o pudor altivez
És o sereno do noturno
Se fez a nevoa cadenciada do soturno

És a água refletor de vaga-lumes incandescentes
És o espelho da margem marginal
o sodalício do corso sofrível

Invocando vistoso altruísta
Yansã chora as lágrimas de suplício
O lava roupa beira água glauco sem indolor
És o niilismo regada de nímio

És o entorpecente fétido
Débil de sensório
Alucinante catacumba vomitivo
És o azedume terçã sem sentidos

Eu, ministro da chuva rara
Enxagua a cara cor amarelada
Cai os estrumes dos urubus putrefacto
Nasce o oloroso da flora
O paradisíaco se contagindo

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