sábado, 8 de fevereiro de 2014

Equilátero global



08.02.2014


A sua velhice não serve mais
Trocou-me por um corpo novo
A minha carne é a mesma
Não estou no bico do corvo
Tudo vira cinza sem elixir
Ostentação e o existir
A voz amordaçada com ovo



Papel crochê tecido de cetim
Numa vitrine qualquer
Sinuosas  lindas curvas
Um manequim  índia mulher
Estou  degustando com café
Na Avenida  Ricardo Jafet
Segurando a fecha do paiter



O amor é palhaço de fantoche
Ela leva tudo de jogada
Vê ouro em sua prótese dentária
Paga  caixa de viagra estragada
Finge os olhos sem emoção
Cai de boca no cartão
Sua alma esta afogada




Um homem desiludido
O amor sugou as suas notas
És seu bordel particular
Suas bonecas hiper-realistas
O sexo alimenta a imaginação
Os corpos delgados da razão
John Cage reflexos surrealistas





A vida carnal se indo....
A festa  da  fertilidade
O sexo  presta para um plástico
Da vida ilusões da prosperidade
Que no amanhã vira milhões
Se seduzindo aos bilhões
São os desfeitos dessa humanidade

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