quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Subcutâneo



 23.01.2014

Na esquizofrenia elétrica
A vida inclina e beira
O sol nasce e se põe
Andei tanto nessa poeira
Passei por ali descalço
Na estrada seu passo
Pés no carvão craveira!!


  
Arapongas voando o horizonte
Avistando os pomares
Cheio de farto frutos
É nítido em seus olhares   
A fartura é extrema
Abundância sem dilema
A riqueza em valores  

Mergulhei no extenso magma
Eu era um vulcão
Minha carne tornou cinza
A alma presa no paredão
Ressurge como a fênix
Gosto estranho de anis
Tudo eloquente sem chão

Os tubos me torciam
Dilaceravam minha carne
Rasgando, furo na pele.
Varias cores me parece
A dose estendia a ele
Psicodélico do subconsciente
Perdi ali meu consciente
Que atroz era aquele?


Estava meditando no chão
Ali nascia uma arvore
Envolta o canto dos índios
Celebre o nascer do ire rê
Pulsa as batidas do coração
O tambor abriu a percepção
Fincando audaz célere


Num retrato senil
Vi mamãe na pintura
Tão jovial e formosa
Em torno da escultura
Caia como folha morta
Via essa coisa torta
Cadê o fim da loucura?!



Sua biografia retrograda 
Nas linhas da antropologia
Vivendo contos de Matim page
Você era apenas mais um
Se tornando vintage
Nesse túnel há saída
Nunca era a despedida
Dos delírios de erige



 Seu  eu lhe  falava
Valorize a família
Eles querem seu bem
Pois a fé jamais cairia
Plantando a semente do bem
Eleva-se além o zen
A voz sempre lhe dizia









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