quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O giro



 14.08.2009


O gira que faz desfilar
Na dança envolvente que seduz
Nos braços do mundo há chama
Força energia que traz luz

O gira roda a girândola que a pouco descansa
Acorda pétalas de petúnia que me conduz
Na linha embaraçada da dança
São os passos de charme que reluz

O gira deixa o girar
A roda rendada da Baiana rodopiar
No compasso da dança
A cintilação do sapateio vai deslumbrar

O gira as rodas dos carros
Locomove os transeuntes no dia-a-dia conquistar
No tropico terrestre
És nosso pai grande ofertando seu orar reinar

O gira roda moinho, Nas águas do paradisíaco
Banha o corpo juvenil pele de atriz
A juventude pré matura cresce
Se insinua aos gestos exuberantes de uma meretriz

O gira cata-vento
Traz eletricidade e reproduz
O vento provedor energe-se
Abastece as urbes nas linhas elétricas que a conduz

O gira ciclone redemoinho
A maré turvo enlouquece
A chuva se desloca rumo norte
O sertão reza oferta em prece

O gira roda dos namoros
Amassos, beijos de amor a sois
Prazeres corpo carnal alicia pecado
Na protuberância corpanzil paixão a dois

O gira do canto de louvor Iemanjá pai Xangô
És orixás trabalhando passes de fervor
Iansã no céu desce
Ilumina as mentes, limpando violência reflexos de terror

O gira roda dos sarais em poesia a cordel de ouro
És o ciclo que irmana eterno
As gerações futuras germinam frutos
Aguçando seu trono de sucesso


O gira do tornado
És os olhos de temor!
As nuvens , o sol abrem! De alivio
Trazem alvorada sincronizados no céu azul arrebatador


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